Segundo o Dicionário de Regionalismo do Rio Grande a palavra Gaúcho significa:
Habitante do Rio Grande do Sul, dedicado à vida pastoril e perfeito conhecedor das lides campeiras, Habitantes da Argentina e do Uruguai, da região de campanha, com origem e costumes assemelhados aos dos rio-grandenses. Primitivamente: Changador, gaudério, ladrão, contrabandista, vagabundo, coureador, desregrado, andejo. Índio ou mestiço, maltrapilho, sem domicílio certo, que andava, de estância em estância, trabalhando em serviços que fossem executados a cavalo. Remanescentes de tribos guerreiras que habitavam a Argentina, o Uruguai e o Rio Grande do Sul, às vezes amestiçados com portugueses e espanhóis, nômades, hábeis cavaleiros, extremamente valentes, desprendidos de tudo, inclusive da vida, valorosos, leais, hospitaleiros, ocupados alguns com as lides da vida pastoril primitiva, outros com roubos de gado ou contrabando, e outros, ainda, a maioria transitoriamente, com a vida militar em que exerciam funções de bombeiros, de chasques, arrebanhadores de gado e de cavalos, de vaqueanos, de isca para o inimigo, ocupando postos que variavam de soldado raso a general.
Já na minha opinião hoje temos alguns tipos de gaúchos, os principais são estes:

O Gaúcho Legitimo: É aquele nascido na Argentina, Uruguai e no Rio Grande do Sul, e que preserva costumes como o habito de matear ao pé do fogo de chão ou no próprio fogão a lenha, o uso da bombacha, entre outros costumes peculiares do gaúcho, isto no seu dia a dia, sem distinção do dia da semana. Acostumado ao sistema rude da lida campeira, da mão calejada de trabalhar a terra, e de lidar com gado e cavalo.

O Gaúcho de Tradição: É todo aquele que não importando estado país de nascimento, cor, raça, ou que vive no campo ou cidade, mas que veste uma bombacha, encilha um pingo no fim de semana e vai para um rodeio laçar, ginetear, dançar num fandango, matear com os amigos nas noites de rodeio, formando verdadeiras cidades de lona, onde todos são amigos e irmãos, com um objetivo em comum, Manter Viva a Nossa Cultura Gaúcha. Mas não é só isto que faz um vivente ser um Gaúcho, o verdadeiro “Gaúcho” em qualquer lugar, dia, hora, orgulha-se e bate no peito e diz em alto e bom tom que “Orgulha-se de Ser Gaúcho”.

O Gaúcho de Fim de Semana ou Gaúcho de Loja: Este por sua vez é o que mais temos, pois é todo aquele que simplesmente se pilcha no final de semana pra ir para algum bailezinho e somente isto, este por sua vez quando convidado para usar a pilcha fora do salão de baile, ou se nega ou comete a maior ofensa para o gauchismo, diz que tem vergonha de andar na rua pilchado, normalmente inventa moda na nossa indumentária. Mas estes “gaúchos” até certo ponto têm seu valor, pois dentre destes acabam surgindo grandes tradicionalistas!

O ser GAÚCHO não é como muitos pensam, vestir uma bombacha e calçar uma bota apenas, mas sim um estado de espírito e um estilo de vida, que mesmo para aqueles que vivem na cidade, apreciam as coisas simples da vida do campo.
Tradição gaúcha não é moda, mas sim história e costumes de um povo, e por isto é fundamental o respeito e não cairmos nas tentações do modismo que vem de certa forma “Bagunçando a Tradição Gaúcha”.

 Texto de Ildemar Effting

Fonte: osgauderios.wordpress.com